Um cacimbão?
Ao ler este soneto volto à minha infância, tempos de inocência e simplicidade.
Como era divertido quando juntávamos os primos e primas, fosse no sítio de Zé Lopes e Pastorinha, ou no de Vitória e Zé Vidal, às vezes na casa de tio Sebastião e tia Vitória (de Luiz Nunes) ou de tio Crispim e tia Elisa, não importava, se estávamos juntos a brincadeira era certa.
Quanta saudades... velhos tempos... belos dias... infância.

De extinto cacimbão o cata-vento
puxa ao meu rosto as águas de outra idade.
Ele é só um brinquedo, mas vale
pelas recordações que guardo dentro
do menino que mora aqui ao lado,
e sabendo de cor a cor dos ventos,
tem na ponta da língua, decorados,
uns gestos infantis de cata-ventos.
Flandre e ferro somados pela solda:
sendo brinquedo, brinca no jardim,
à brisa mais maneira já se alegra.
Brinca sem compromisso, roda e roda,
se fingindo irrigante desta terra,
num faz-de-conta de aguar jasmins.
Virgílio Maia