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sexta-feira, 6 de março de 2009

Um poema, um presente...

Recebi este poema de uma amiga e poetisa muito querida, Dalinha Catunda. Que sempre nos visitar e deixa carinhosos versos ao Córrego de Areia.




Texto e foto de Dalinha Catunda



Lembranças do Interior


Boina na boca do pote.

Água fresca naturalmente.

O pote por fora suado,

Matava a sede da gente.


Era água de cacimba,

Que a natureza servia.

No copo de alumínio

No interior se bebia.


No ranchinho que possuo

Lá pras bandas do sertão.

Tem lá um banco de pote

Preservando a tradição.


Dalinha Catunda


terça-feira, 21 de outubro de 2008

Uma poesia, um presente.

Uma amiga, uma dádiva...

Outro dia recebi por e-mail uma poesia de uma amiga muito querida, que agora também é acadêmica da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Neste post quero homenageá-la por ser uma das presenças assídua do Córrego de Areia.

Maria de Lourdes Aragão Catunda – Poetisa, escritora e cordelista. Nascida e criada em Ipueiras-CE, conhecida popularmente como Dalinha Catunda, é nordestina de fibra, poeta e uma grande mulher.
A você amiga, meus parabéns, e muito sucesso sempre.



A Morte da Ingazeira


Às margens do rio Pai Mané

Soberana e altaneira,

Em meio a tantas árvores

Destacava-se uma ingazeira.


Sua beleza era tanta

Que roubava a atenção

Daqueles que passavam

Por aquela região.


O meu olhar encantado,

Admirava sem cansar

A obra da natureza

Ornamentando o lugar


Passei algum tempo fora

Mas dela nunca esqueci

Quando voltei a cidade,

P’ra revê-la então corri


Qual não foi minha tristeza,

Qual não foi minha agonia,

Em vez da árvore frondosa,

apenas um esqueleto havia


Aquele esqueleto é o símbolo,

Da farta destruição,

Motivada pelas queimadas,

Prática em nosso sertão.


Dalinha Catunda



 

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